sexta-feira, 26 de julho de 2013

Quero Teu Bem

Triste é o bem me quer
Que, quando não me quer,
Arranca quantas pétalas quiser
De todas as flores que puder.

Triste é o passarinho
Que, quando deixa o seu ninho,
E perde o seu caminho
Sempre entristecido, está sozinho.

Triste são as estrelas
Que, apesar de sempre tão belas,
São apenas vistas, das janelas,
Como singelas sentinelas.

Mas feliz é este encanto
Que, neste suspiro e neste pranto,
Quando me deparo com teu canto

Te idolatro tanto quanto.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Velho. E pronto!

Com base no texto e na experiência vivida pela minha namorada Stefany Godoy, gostaria de expressar alguns pontos acerca dos velhos.
Antes de tudo, moralistas de plantão: leiam o texto inteiro, antes de qualquer crítica equivocada. Refiro-me as pessoas com mais idade por velhos. Simples assim. Não tenho toque de sensibilidade para dizer “idosos” ou “melhor idade”. É velho, e pronto. E isso não é uma ofensa. Na verdade, é só uma denominação, sem nada a esconder. Qual o contrário de “claro”? Escuro. Qual o contrário de “branco”? Preto. Não precisa criar intriga onde não há. Ou, como diria meu pai, colocar chifre em cabeça de cavalo.
Pois bem, vamos ao que importa:
Entendo que os mais velhos devem ser respeitados pela sua experiência de vida e sua longa e exaustiva estrada. A mídia nos mostra os mais velhos como pessoas indefesas e, antes de qualquer qualidade, sábios. Nos diz, da mesma forma, que devemos respeitá-los, amá-los, ouvi-los e blá blá blá. Todavia, eu não mudo o discurso: IDOSOS DEVEM MERECER O RESPEITO OS QUAIS EXIGEM!
Porque podem haver velhos muito sábios, corretos e admiráveis, mas também existem - sim! - velhos sem vergonha, mal educados e de péssimo caráter. E andando aos montes. Não são todos (nem ma maioria), mas existem.

E é com este ponto como base que direciono minha “crítica” – se é que posso assim denominá-la - para questão das passagens de ônibus. Eu sempre me faço o mesmo questionamento: por que um idoso merece passe livre e um estudante de ensino superior não?
Deixo claro, novamente, antes que os moralistas venham me crucificar: não sou contra a isenção do valor das passagens aos idosos, mas não consigo aceitar que eles tenham direitos superiores aos estudantes.
Afinal de contas, sejamos exatos - e racionais, acima de tudo: por mais que os velhos tenham feito aquilo e acolá pelos nossos tempos; por mais que eles tenham traçado toda uma vida e estejam mais debilitados que a maioria das pessoas, o futuro de uma civilização é - e sempre será - os jovens estudantes.
Estudantes, inclusive, que tratarão dos velhos, em breve. Que descobriram formas de aliviar a dor, de prolongar a vida, de manter a sanidade,... Pois bem, jovens que farão, da vida dos velhos, vidas melhores.


Então, por que diabos uma sociedade deve dar prioridade aquele que já encaminhou o seu legado e já plantou suas sementes, frente aquele que tem ainda todo um caminho a percorrer?

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Triste Passarinho, Quando Sozinho

Aquele dia,
Quase não nasceu
Uma fantasia,
Que quase se perdeu.

Ele não sorria,
Parecia tão tristonho
E, em sua melodia:
A tristeza de um sonho.

E vê-lo, então,
Naquele padecer;
Um ferido coração
Um rancor sem razão
Que preferia esquecer.

Oh, como me dói te ver sozinho!
Nesta dor – e neste pranto
Como é triste um passarinho
Que, sem encanto,

Amargurou seu canto.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Um Pedido e Um Poema


Houve, naquela tarde tão fria,
Houve, naquela despretensão,
Naquela suave maresia
Um breve momento de tensão.

Houve, naquela indicação,
Houve, em meio ao formal,
Numa regida provocação
Um ardente desejo, quase irreal.

Há quem diria, também imoral
Há quem o chame de banal.
Mas confesso: não foi por mal.

Mas confesso, nesta embriagues;
Nesta infame insensatez
Confesso, e não sei o motivo
O quão grande; o quão nocivo...

Confesso, quase sem fala,
Que estes desejos que a boca cala
São pulsões que ao corpo consome
À mero toque do teu corpo e teu nome.

domingo, 19 de maio de 2013

Have Some Fun


Quando tudo ainda é aurora
Um gato cinza deita e rola
E, se não chega na hora,
È porque, no muro, ele cantarola.

E o que quer este gato marrom?
O que espera desta noite fria?
Talvez, abafar-se no som
De seus gemidos e da maresia.

Mas quem é este gato preto?
Quem é este, tão silencioso?
É, talvez, a sobra de um soneto
Neste resto de dia chuvoso.

E vê aquele felino cheio de vaidade?
De pêlo ruivo a reluzir?
Ele só espera sua oportunidade.

Afinal,
Gatos só querem se divertir.