Ah, como eu queria! Como seria este dia, se eu pudesse me encontrar em nosso silêncio; no aconchego do teu abraço. E se, neste turbilhão de estímulos turvos, eu pudesse me perder na imensidão dos teus olhos. E me jogasse neste infinito - brincando com as estrelas, no céu da tua boca.
Como eu desejaria, inclusive, que o nervosismo infantil que me assombrou, naquela noite, renascesse em tantos outros instantes. Assim, quem sabe, eu estaria ciente que o menino encantado e surpreso dos meus versos se encontraria com o anjo belo e inspirador dos teus olhos. E eu poderia abrigar aquele calafrio, por cada uma das memoráveis vezes que a ponta dos nossos dedos se tocassem.
E como eu congelaria aquele intervalo de nirvana, quando sua respiração acelerada se equilibrasse com as batidas que já não me cabiam no peito. E, desta sorte, você permanecesse aqui - intacta e perfeita - e não precisasse mais partir...
... nunca mais.

Nenhum comentário:
Postar um comentário