sexta-feira, 26 de abril de 2013

Soneto De Seu Contato


Deparo-me com um pulsante aviso
Um desejo, sequer, suspeito
É a proximidade do seu sorriso
Que vem a me rasgar o peito.

E dedilho, neste sonho
Notas de um andar risonho
E defloro, neste encanto
Cada acorde deste meu canto.

Imagino seu corpo colado ao meu
Numa tentativa de apogeu
Num grito de adrenalina.

Imagino-me coberto por seu contato
Num anelo que é inato – nada abstrato
E numa sede que fascina.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Do Seu Jeitinho


A forma que olha
O jeito que sorri
Quase deixa sem escolha
Estes olhos de rubi.

A forma que conversa
O doce em sua fala
Torna, cada palavra, imersa
Nestes lábios que a vida cala.

E a simples pitada de perfeição
Que acompanha cada segundo seu
Nesta tão singela admiração
De cada palavra e verso meu.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Selvagem Tentação


Por quanta tentação
Se faz valer este desejo?
Se vale tanto a tradução
O que diria do seu beijo?

Quem diria, você e eu
Algo latente – algo natural
Desta pulsante que surpreendeu
Por seu sorriso? Não foi por mal.

Plenamente improvável
Imprevisto, não mutável
E, pelo visto, um desejo ardente.

Por que, assim, tão envolvente?
Como um dia de sol; um banho quente?
Um perfume que já não sai da gente.

Um Acontecimento


Há tanta dor;
Tanto espanto
Há tanto amor
Neste meu pranto.

Há tanto de mim
Neste grito suicida
Por não haver fim
Nesta clemência pela vida.

Há tanto desejo;
Tanto tesão
Neste segundo de beijo
Deste eterno coração.

Há tanto riso
Que não há cura
É quase um vício
Esta loucura.

Há tanta ânsia;
Tanto pesar
Nesta distância
Que vivo a sonhar.

Na sua realeza
Há tanta magia;
Na sua beleza
Tanta alegria.

Que tanto vivo a escravidão;
Vivo tanta dor
Nestes resquícios de paixão
Com estes restos de amor.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

TIC TAC

Chega! Chega! Chega!
Eu mandei parar!
Chega! Chega! Chega!
Isso não é hora pra pensar!

Chega! Chega! Chega!
É mais uma poesia se construindo
Chega! Chega! Chega!
Quando eu deveria estar dormindo...