quinta-feira, 25 de julho de 2013

Velho. E pronto!

Com base no texto e na experiência vivida pela minha namorada Stefany Godoy, gostaria de expressar alguns pontos acerca dos velhos.
Antes de tudo, moralistas de plantão: leiam o texto inteiro, antes de qualquer crítica equivocada. Refiro-me as pessoas com mais idade por velhos. Simples assim. Não tenho toque de sensibilidade para dizer “idosos” ou “melhor idade”. É velho, e pronto. E isso não é uma ofensa. Na verdade, é só uma denominação, sem nada a esconder. Qual o contrário de “claro”? Escuro. Qual o contrário de “branco”? Preto. Não precisa criar intriga onde não há. Ou, como diria meu pai, colocar chifre em cabeça de cavalo.
Pois bem, vamos ao que importa:
Entendo que os mais velhos devem ser respeitados pela sua experiência de vida e sua longa e exaustiva estrada. A mídia nos mostra os mais velhos como pessoas indefesas e, antes de qualquer qualidade, sábios. Nos diz, da mesma forma, que devemos respeitá-los, amá-los, ouvi-los e blá blá blá. Todavia, eu não mudo o discurso: IDOSOS DEVEM MERECER O RESPEITO OS QUAIS EXIGEM!
Porque podem haver velhos muito sábios, corretos e admiráveis, mas também existem - sim! - velhos sem vergonha, mal educados e de péssimo caráter. E andando aos montes. Não são todos (nem ma maioria), mas existem.

E é com este ponto como base que direciono minha “crítica” – se é que posso assim denominá-la - para questão das passagens de ônibus. Eu sempre me faço o mesmo questionamento: por que um idoso merece passe livre e um estudante de ensino superior não?
Deixo claro, novamente, antes que os moralistas venham me crucificar: não sou contra a isenção do valor das passagens aos idosos, mas não consigo aceitar que eles tenham direitos superiores aos estudantes.
Afinal de contas, sejamos exatos - e racionais, acima de tudo: por mais que os velhos tenham feito aquilo e acolá pelos nossos tempos; por mais que eles tenham traçado toda uma vida e estejam mais debilitados que a maioria das pessoas, o futuro de uma civilização é - e sempre será - os jovens estudantes.
Estudantes, inclusive, que tratarão dos velhos, em breve. Que descobriram formas de aliviar a dor, de prolongar a vida, de manter a sanidade,... Pois bem, jovens que farão, da vida dos velhos, vidas melhores.


Então, por que diabos uma sociedade deve dar prioridade aquele que já encaminhou o seu legado e já plantou suas sementes, frente aquele que tem ainda todo um caminho a percorrer?

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