Houve,
naquela tarde tão fria,
Houve,
naquela despretensão,
Naquela
suave maresia
Um
breve momento de tensão.
Houve,
naquela indicação,
Houve,
em meio ao formal,
Numa
regida provocação
Um
ardente desejo, quase irreal.
Há
quem diria, também imoral
Há
quem o chame de banal.
Mas
confesso: não foi por mal.
Mas
confesso, nesta embriagues;
Nesta
infame insensatez
Confesso,
e não sei o motivo
O
quão grande; o quão nocivo...
Confesso,
quase sem fala,
Que
estes desejos que a boca cala
São
pulsões que ao corpo consome
À
mero toque do teu corpo e teu nome.
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