quarta-feira, 22 de maio de 2013

Um Pedido e Um Poema


Houve, naquela tarde tão fria,
Houve, naquela despretensão,
Naquela suave maresia
Um breve momento de tensão.

Houve, naquela indicação,
Houve, em meio ao formal,
Numa regida provocação
Um ardente desejo, quase irreal.

Há quem diria, também imoral
Há quem o chame de banal.
Mas confesso: não foi por mal.

Mas confesso, nesta embriagues;
Nesta infame insensatez
Confesso, e não sei o motivo
O quão grande; o quão nocivo...

Confesso, quase sem fala,
Que estes desejos que a boca cala
São pulsões que ao corpo consome
À mero toque do teu corpo e teu nome.

domingo, 19 de maio de 2013

Have Some Fun


Quando tudo ainda é aurora
Um gato cinza deita e rola
E, se não chega na hora,
È porque, no muro, ele cantarola.

E o que quer este gato marrom?
O que espera desta noite fria?
Talvez, abafar-se no som
De seus gemidos e da maresia.

Mas quem é este gato preto?
Quem é este, tão silencioso?
É, talvez, a sobra de um soneto
Neste resto de dia chuvoso.

E vê aquele felino cheio de vaidade?
De pêlo ruivo a reluzir?
Ele só espera sua oportunidade.

Afinal,
Gatos só querem se divertir.