quinta-feira, 20 de setembro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Bloqueio Criativo
Tanto lhe doía a cabeça (na ausência da inspiração), que nem o (fino) barulho da unha contra o teclado lhe parecia poesia;
Correu os olhos pelos livros que lhe cobriam a estante, mas não havia "Desonra", (nem) "Iscas de Ambrosia", (nem) "Pássaros Feridos" que lhe permitissem (alçar) voo.
Músicas (clássicas), poemas (épicos), (velhas) recordações,...
Não adiantava; nada parecia ajudar.
Estava tão bloqueado que (até) o amor lhe parecia (fria) madrugada.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Próximo Passo
Percebi (a esta altura do ano) que as projeções (outrora sacrificiais) foram superadas.
Eu cumpri (facilmente) com a meta de leitura de (cem) livros.
Entretanto, deparei-me (melancolicamente) com a nostalgia de (dois graves) tumores a minha cognição:
(Primeiro) o vazio deixado pelo (não) saber da missão cumprida;
E (segundo), agindo como pai deste (severo) desvaneio, a recordação (o
recorte) da jornada que tracei e o quanto (deste ano) fui engrandecido
(e mortificado). O quanto o mundo aparenta (se faz) mais pesado, sobre
meus ombros (sobre meus olhos).
Ao fitar (portanto) os primeiros traços na folha (o primeiro mês do calendário), lembrei-me daquele que fui (agora, amordaçado) e uma lágrima (como muitas outras deixaram de ser) cortou meu olhar; (se apossou de) meu rosto e (se fez concreto em) meu mundo finito.
Deveria seguir adiante (era o caminho). Mais um livro (o 101º) estava diante de mim. Mas (ao contrário da minha meta) este representava a limítrofe para a (derradeira) sabedoria.
Assumindo aquele papel (naquela tragédia shakespeariana), eu estaria abdicando (enfim) daquele jovem (alegre) de feições joviais (e sinceras). Eu nunca mais o veria.
Deveria seguir adiante (era necessário).
(Afinal) meu amparo (ainda que incompleto) jamais encontrei nos sorrisos, mas na (beleza da) razão.
Abri o livro.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
O Processo
O mundo adotou a ignorância (em sua integridade). Abdicou (portanto) do autoconhecimento.
(Este) pois (para atingir a plenitude) é necessário adentrar o abismo (face your ghosts and hug your demons). E (que melancólica miragem) poucos estão dispostos a construir (penosos) alicerces sobre a dor para facear a (real) aresta da sabedoria e da paixão.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Diamante Prometido
Lembrou-se (de cada uma) das promessas que havia feito. Muitas delas (se não, todas) haviam se perdido pelo (turbulento) caminho que percorrera em seu processo (entristecedor) de crescimento e busca (latejante) pelo conhecimento.
Os projetos (diversos) e os amores (inesquecíveis), perdiam-se (do alcance) dos olhos. (Pareciam) tão distantes (tão mortos; tão frios).
Em meio à estas (nostálgicas) recordações, encontrou um (grandioso) diamante.
Pegou-o e percebeu que (em sua aresta) havia uma rachadura.
(Triste lembrança).
O diamante (ainda bruto) havia sido rabiscado (não lembrava-se como) por uma daquelas (mais brutais) promessas de um mundo (inexistente) de "Para Sempre".
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Perdição Total
Quando despertou (finalmente), depois de (imperceptíveis) anos sob um coma profundo, deparou-se com um mundo dominado por distorcidas (patéticas) variações da humanidade que (um dia) presentearam este solo com suas (já esquecidas) poesias.
A riqueza, outrora nas mãos de ícones de gerações, agora (por tremenda infelicidade) era distribuído (igualmente) entre a escória (pútrida) social.
Os valores,
(os mesmos) que um dia cumpriam seu (louvável) papel frente a demanda pulsional, estavam (sem misericórdia) jogados às traças; sem espaço (algum) no convívio humano.
Vivia-se, como nunca antes se viu, um quadro (deprimente) do apogeu das misérias cognitivas (e, por consequência, morais).
Sua esperança (veja que inocência) seguiu por algumas ruas (por alguns minutos).
(Mas) por fim, serrou os olhos (avisou o abismo) e, naquela generalização da imundícia dos asnos, ele (sem dizer uma palavra) deu meia volta, tornou ao seu berço e (inconformado) antepôs o desejo de jogar-se (novamente) na escuridão de sua catatonia.
No coma (pelo menos) a (pseudo)arte não era renovada à cada nova frustração da poesia.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Princesa Sempre Tão Bela
Sou (em alto grau) um errante;
Uma (amedrontada) expressão da (ócio)criatividade.
Deste, não me vale (portanto) qualquer expressão humana. Se não, um
sorriso.
Um sorriso (ah, que tamanha beleza) contornado por um par de (pequenas)
maças no alto das (rosadas) bochechas.
Um contorno (devidamente detalhado) às bases de um olhar sincero (e
profundo).
Deste fascínio (que leio, instrutivo, de amor), vivo cada pétala reposta
à roseira. E não enfrento (portanto) deste vínculo; deste laço, como um
compromisso.
Encaro-o (unicamente) tal qual um passarinho que (mesmo em plena
liberdade), todos dias (religiosamente), torna às janelas, no alto
daquela torre do castelo, somente para (admirar) a sua amada,
sempre tão bela, e compartilhar de seu canto, com o encanto da princesa.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Inserção
Vivo (tão intenso e constante) nesta perdição, que
tantos lapsos de delírios se fizeram minha realidade. Acordo. Desperto, ainda
que hesitante. Vago (sem destino) pelos móveis, moradas e mundos. Busco algo de
sincero (mesmo que irreal) em meio a este oceano de desalento.
E, se este for (apenas) mais um projétil de
existência que eu criei? O quanto, então, me afasto dos travessões limítrofes
do ser?
As notas da literatura e as páginas musicais (ou
algo assim) me aproximam desta realidade – ou deste desvairar (tanto faz).
Mesmo assim, veja que irônico (ou trágico) derradeiro. Ainda que a arte abra-me
portas ao inimaginável (leia-se, real), eu persisto como uma presença
indesejada, abrigado pelo frio do inverno, espiando (do lado de fora) uma
família aconchegada em frente à lareira. E (até isso) me parece banal.
O quanto (destarte) eu vivo, então? Se as páginas
e os acordes (e a taça de café) me parecem tão reais?
- Está acordado? – alguém me pergunta.
E é (deveras) difícil encontrar uma resposta
plausível.
- Não tenho certeza.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Fórmula Para O Sucesso
Amanheceu um belo dia lá fora e, antes mesmo que
você desperte, os ventos do sucesso já estão soprando ao seu favor. Os pássaros
cantam. E é hora de acompanhar o acorde de seus cantos.
Por isso, levante; siga em frente!
Vá até o parque, sente-se sob uma árvore e leia um
belo romance, cante uma canção alegre; elogie as pessoas que passam por você.
O tempo é agora.
O local é aqui.
O sol que acabou de nascer, ele foi presenteado a
você. Ele nunca mais voltará; nunca mais nascerá o mesmo. Por isso, se liberte
das correntes que lhe prendem ao passado e das viseiras que lhe focam somente o
futuro.
Viva o hoje!
Depois, pegue toda esta filosofia barata; esta
ideologia sem fundamentação e propósito, anexe a um nome fictício de origem
americanizada, ou russa, ou alemã, e jogue-a, toda, no lixo... ou espalhe por
suas redes sociais e aguarde a (patética) grande massa espalhar estes restos de
excrementos de cognição humana.
Eis a fórmula para o sucesso.
(Infelizmente)
domingo, 26 de agosto de 2012
Tormenta
Eu me faço pedra, em meio à tanta vida.
O acorde segue pulsante; segue queimando a poesia.
Eu percebo, mesmo sem querer, os gritos que se escondem nestes silêncios.
É alta madrugada e, nos rostos inertes em sono, a inquitude ainda predomina.
Ainda que o travesseiro permita-lhes descansar, o quão essas mentes estão amedrontadas, entristecidas, amordaçadas e esquecidas?
Fecho meus olhos, também. Mas não para dormir. Quero, deveras, perceber o silêncio.
E, se não há ninguém neste espaço vazio, quem esta tomando este espaço?
Se não há voz, quem, então, está protagonizando este silêncio?
Quem está no deserto para afirmar que ele está deserto?
Eu me faço pedra
Porque, do crime, vivo o castigo;
Vivo a tormenta inquietante deste silêncio ensurdecedor.
O acorde segue pulsante; segue queimando a poesia.
Eu percebo, mesmo sem querer, os gritos que se escondem nestes silêncios.
É alta madrugada e, nos rostos inertes em sono, a inquitude ainda predomina.
Ainda que o travesseiro permita-lhes descansar, o quão essas mentes estão amedrontadas, entristecidas, amordaçadas e esquecidas?
Fecho meus olhos, também. Mas não para dormir. Quero, deveras, perceber o silêncio.
E, se não há ninguém neste espaço vazio, quem esta tomando este espaço?
Se não há voz, quem, então, está protagonizando este silêncio?
Quem está no deserto para afirmar que ele está deserto?
Eu me faço pedra
Porque, do crime, vivo o castigo;
Vivo a tormenta inquietante deste silêncio ensurdecedor.
sábado, 25 de agosto de 2012
Amnésia
Nada mais importa. Afinal, eu sequer sei quem eu sou.
Acordei, esta manhã, sem ideia de que dia era; sem saber quem era aquele que me encarava (entristecido) pelo espelho. E, novamente, procedo desta tola filosofia - a mesma que devo proceder todas as manhãs.
Meus olhos tem o aspecto melacólico de muitos dias que eu não vivi;
Meu corpo esta tomado por marcas de batalhas que eu não travei;
E meus pensamentos seguem estagnados nos mesmos alicerces comprometidos de minha psique.
Do dia de ontem, eu me recordo. Talvez, tenha sido semana passada; ano passado. Eu não me lembro.
Eu era tolo; mas era livre.
E foi quando, ironicamente, parti em busca de conhecimento que o questionamento fez, de mim, o seu escravo.
Quem sabe, se eu tivesse aderido ao sistema e vestido uma face sincera e submissa, eu ainda portasse a dádiva que somente os tolos têm - o auto-conhecimento.
Amanhã, eu tornarei à estes mesmos versos, em uma nova folha em branco.
E repetirei cada uma delas palavras.
Pois nada mais importa. Afinal, eu sequer sei quem eu sou.
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