
Usufruindo de um texto para propagar minha ênfase particular dada a potencialidade de um bêbado, encontro um julgamento injusto dado a um conceito pré-estabelecido aos seres de maior complexos e sensibilidades existentes; vulgo, os bêbados.
Talvez por não encontrarem-se sobre o domínio restringível de alguns sentimentos e mecanismos de defesa, ou por seu instinto compulsivo viver um momento de delírios em escalas demasiadas, não há nada mais esclarecido que a visão e nada mais sincero e inocente que os propósitos e observações de um ébrio em seu habitat natural. Devo admitir e – inevitavelmente – concordando que, no decorrer de um diálogo, possam vir a surgir surpresas das mais diversas. Desde o recente desvio da realidade de um grande amor até a ideologia vulga e primitiva de cada representante dos setores da Casa Branca.
E, assim, na experiência vivida sem precedentes baixo conceituosos diante de tal fragmento noturno, é que se inicia um belíssimo de um questionamento: Por que o meu time de futebol ainda mantém um técnico medíocre e por que nossos representantes políticos estão lá? Francamente, o balcão de um bar qualquer é uma mina de ouro! É onde qualquer um encontra o que, realmente, procura de melhor; um jardim do paraíso no qual corrupção, desonestidade e os demais libertados da mitológica Caixa de Pandora são impenetráveis e os valores pessoais prevalecem.
Raciocinando, seria bom mesmo se pudéssemos todos viver a sensatez de um bêbado. Claro, eliminando a existência irremissível da ressaca, da distorção excessiva do vocabulário, do descontrole motor e do esforço ao expelir pela boca o que estava no estômago. Mas, com tais condições, nada melhor seria o mundo do que a dominância ébria! Seres que não conseguem mentir, que expõe suas emoções abertamente e que encontram no ombro do amigo a resolução de missões impossíveis que nem mesmo Tom Cruise está hábil a resolver. Para que, dessa forma, se me permitem expor essa visão lunática e irregular, haja o nascimento de uma verdadeira evolução em nossa espécie e para que os valores sejam reavaliados seguindo um novo rumo com o merecedor enfoque ao próximo, não a uma melhor luxúria particular.
Afinal, não é o que dizem? Que é impossível fazer amigos tomando leite? Pois bem, e o que há de mais importante em nossa vida do que os amigos? Por tais, bebamos dos frutos alcoólicos da vida – de modo literal e/ou metafórico – e deixemos voarem livres pelos cantos dos bares e esquinas as mais diversas e sombrias fobias e ideologias que carregamos ao longo de nossa existência, mesmo que isso signifique mudar o que acreditava ser ideal e preciso e mesmo que isso nos leve a possíveis discórdias.
Portanto, ergamos agora nossas taças de champanhe e nossos copinhos de pinga com mel e enfatizemos um “viva” aos bêbados, porque talvez neles mantenha-se viva ainda um pouco de lucidez.