Com base no
texto e na experiência vivida pela minha namorada Stefany Godoy, gostaria de
expressar alguns pontos acerca dos velhos.
Antes de
tudo, moralistas de plantão: leiam o texto inteiro, antes de qualquer crítica
equivocada. Refiro-me as pessoas com mais idade por velhos. Simples assim. Não
tenho toque de sensibilidade para dizer “idosos” ou “melhor idade”. É velho, e
pronto. E isso não é uma ofensa. Na verdade, é só uma denominação, sem nada a
esconder. Qual o contrário de “claro”? Escuro. Qual o contrário de “branco”? Preto.
Não precisa criar intriga onde não há. Ou, como diria meu pai, colocar chifre
em cabeça de cavalo.
Pois bem,
vamos ao que importa:
Entendo que
os mais velhos devem ser respeitados pela sua experiência de vida e sua longa e
exaustiva estrada. A mídia nos mostra os mais velhos como pessoas indefesas e,
antes de qualquer qualidade, sábios. Nos diz, da mesma forma, que devemos respeitá-los,
amá-los, ouvi-los e blá blá blá. Todavia, eu não mudo o discurso: IDOSOS DEVEM
MERECER O RESPEITO OS QUAIS EXIGEM!
Porque podem
haver velhos muito sábios, corretos e admiráveis, mas também existem - sim! -
velhos sem vergonha, mal educados e de péssimo caráter. E andando aos montes.
Não são todos (nem ma maioria), mas existem.
E é com este
ponto como base que direciono minha “crítica” – se é que posso assim
denominá-la - para questão das passagens de ônibus. Eu sempre me faço o mesmo
questionamento: por que um idoso merece passe livre e um estudante de ensino
superior não?
Deixo claro,
novamente, antes que os moralistas venham me crucificar: não sou contra a
isenção do valor das passagens aos idosos, mas não consigo aceitar que eles
tenham direitos superiores aos estudantes.
Afinal de
contas, sejamos exatos - e racionais, acima de tudo: por mais que os velhos
tenham feito aquilo e acolá pelos nossos tempos; por mais que eles tenham
traçado toda uma vida e estejam mais debilitados que a maioria das pessoas, o
futuro de uma civilização é - e sempre será - os jovens estudantes.
Estudantes,
inclusive, que tratarão dos velhos, em breve. Que descobriram formas de aliviar
a dor, de prolongar a vida, de manter a sanidade,... Pois bem, jovens que
farão, da vida dos velhos, vidas melhores.
Então, por
que diabos uma sociedade deve dar prioridade aquele que já encaminhou o seu
legado e já plantou suas sementes, frente aquele que tem ainda todo um caminho
a percorrer?