Eu sou assim.
Um pouco complicado - admito.
Mais perturbado e instável do que a maioria, daqueles que me rodeiam. E isso, de maneira alguma, eu nego. Podem me titular por insano; inadequado; imprudente; suicida.
Chamem o diabo pelo nome que vocês bem entenderem!
Eu sou assim.
Meio desastrado - meio irreal.
Mas, (in)felizmente, eu não me contento com promessas. Eu não me satisfaço com desejos que não assumem o plano real.
Eu quero - e exijo - cada detalhe de expressividade e desejo que o mundo pode - e deve - me oferecer. Eu quero, da mesma sorte, sorver de cada pedacinho deste mar aconchegante e deste corrosivo deserto.
Eu sou assim.
Já joguei fora mapas que traçavam o caminho das pedras. Já guardei, a sete chaves, uma pena manchada de tinta. Eu já adormeci ao lado de uma realidade, jurando ser somente um sonho e, por fim, já amanheci, tendo perdido meu grande amor.
Eu sou tudo isso e, como tudo, sou - especialmente - o nada.
Mas não me importo. Porque não me sacio com sonhos quebrados; com esquinas esquecidas; com desejos mentirosos.
Portanto, se quiser me acompanhar, você é bem-vindo.
Mas não se iluda. A qualquer momento, eu posso abrir mão desse caminho. Desistir de você. Esquecer de mim.
Afinal, o mundo também é finito demais para todos os meus sonhos.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
domingo, 20 de outubro de 2013
Tão Doce - Tão Quente
Seria como desistir de pulsar
Seria como não mais desejar
Seria olhar para ti
E ignorar tudo que já senti.
Seria, desta via
Ou, talvez, nada seria.
Se não anelasse nossos corpos
suados
Tão fortes – tão quentes
Se não sonhasse com seus cabelos dourados
Estes recortes – tão cientes.
Seria, desta razão
Ou, talvez, louca excitação.
Por que seria, somente
– Neste olhar transparente –
Um desejo; um querer
Que não se deve esconder.
sábado, 19 de outubro de 2013
O Significado Desta Imagem
Julgue-me pelo que você bem desejar
Titule meus méritos por desgraças
Jogue os fragmentos dos meus sonhos ao mar
E vista meus meus gritos com incontáveis mordaças.
Suas vontades; viva-as - as minhas; reprima
Repulse cada uma de minhas manias
Ironize tantos meus lapsos quanto minhas rimas
Deteste meus livros e minhas poesias.
Destarte, sorva de cada gota deste rancor
Dê gargalhadas, como se não houvesse dor
Que, por fim, verás que não restou mais nada de amor.
sábado, 12 de outubro de 2013
Ela Não Sabe e Nem eu sei
Há muito tempo a
gente namora,
Mas nenhum dos
dois ainda sabe
E não tem dia; não
tem hora
Mas, talvez, este
namoro acabe.
E, quando chegar
esse derradeiro dia;
Quando a maré agitada
também se tornar fria
Teremos, de praxe,
uma belíssima história
Mas, infelizmente,
perdida em nenhuma memória.
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