quarta-feira, 18 de maio de 2011

Meu Sonho Mais Lindo


Deixa-me!, mas só se for para deixar-me ficar ao seu lado. Esqueça-me!, mas só se for para recordar-me, novamente. Mata-me!, mas que seja, aos poucos, tranqüila e silenciosamente, na devastadora aérea de nosso amor.

Deixe que o tempo passe; que as passagens sejam pergaminhos de nossa história; que novos contos sejam escritos todos os dias. Deixe que os dias falem por si sós, tornando-se únicos; que sejamos únicos, e amantes, e sinceros.

Deixe que sejamos apenas isso; e que isso seja amar. E que o amor seja tudo que, realmente, importa.

Stefany, em uma bela noite, há algum tempo, uma estrela caiu do céu, esbanjou sua majestade e banhou todo seu arredor com um sorriso fascinante; um olhar encantador; um abraço perfeito. Mas eu estava longe demais para que pudesse viver dessa safira; eu estava – e me fazia – andarilho por um bom tempo em pés cansados e um deserto escaldante.

Quando surgiu você – a estrela se fez vida –, se fez Eva em um paraíso que sequer sabia existir em mim. E essa estrela hoje me fez homem. Eu sou, talvez, talvez, agora, então, a expressão viva do que simboliza amar alguém.

Stefany, abraça-me nesse pequeno espaço de tempo, faz o tempo parar; mantenha-se parada e deixa o mundo falar por nós dois. O destino vai tratar de manifestar seus desejos por si só, deixando-o correr sobre aprendizados, ao nosso lado, de todos os sentimentos que os sonhos humanos podem possibilitar e vai me permitir viver os mais lindos jardins.

E o bonsai vai ser cultivado, todos os dias, regular e religiosamente por meus carinhos. Dar-lhe-ei todos os beijos que carregar comigo, mesmo que eles sejam só seus e eu não possa lhe entregar. Até o dia de seu retorno, quando o mundo tornar aos nosso aconchego e a noite cair, breve e absoluta, trilhando em melodias limpas e simétricas, o amor que nos tomará de vida e, posteriormente, nos deixará confortáveis ao pegarmos no sono, colados como um.

Assim, então, além do infinito eu vou voar. Desejarei a eternidade e o infinito; terei você. Serei o homem mais pleno em harmonia que a simetria dos astros puderem definir.

Serei eu. Essa junção de felicidade em resposta ao seu sorriso. De segurança ao conforto de teu colo. Aos passos rabiscados e reescritos de minha musa inspiradora.

Adormecido ao saber que te tenho. Despertado em ciência que te amo.

sábado, 7 de maio de 2011

Já que eu fui teu herói; teu bandido.


Bom dia, minha mãe! Hoje, eu parei por alguns instantes. Não porque havia um sinal vermelho, ou um muro negro; mas porque havia uma página em branco. Hoje, eu percebi, incrédulo: abismo; que injúria! É o seu dia, mas o maior presente, sempre foi meu.

Hoje, mãe, eu tenho segredos para relevar: eu sinto muito, mas aquelas minhas economias; aquelas tão esperadas, que lhe enchiam de orgulho e lhe fazia espalhar para todos os visinhos, eu gastei tudo em bala. Eu nunca fui o craque do time e nem o protagonista das peças de teatro; só para você.

Mesmo assim, você foi meu mundo real e minha fantasia; foi meu grilo falante, o meu gênio da lâmpada e minha princesa encantada. E, do manifesto de nosso cotidiano, silencioso e preciso como um caçador, eu sorvi em liberdade do impulso de estrelar momentos extraordinários, derrotei dragões e salvei reinados. Fui o maior conquistador do mundo; só para você.

Seus defeitos, mãe, foram inspirações para minhas obras, rabiscadas e reescritas e, mesmo que eu jamais pudesse admitir, eu agi às margens de suas palavras, namorando seus sermões e apaixonando-me, louco e de inocência franca, pelas histórias que me contava para dormir. Ainda lembro-me de Ali-Babá e um ladrão, dois ladrões, três ladrões,... Até que eu adormecia, mesmo que a tormenta de meus pensamentos me tomasse, naquele momento; mesmo que os amores não resolvidos, notas ruins e machucados expostos estivessem no estopim de sua ardência, eu ficava tranqüilo. O meu maior guardião estava ao meu lado.

Você, mãe, é culpada pelo meu gênio forte e interesse pela arte; sempre soube do meu desejo por compactar simetricamente meus acordes, entrando em acordo, antes que o tempo me acorde. Acontece que não há protagonistas; não há história sequer, se eu for rever os versos de mim sem você. E, por mais que a melodia siga encantando o compasso de corações entregues e eu desejar todas as rosas do mundo, eu ainda sou... Só para você.