segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Admito!, sem medo, que sou vítima de minhas limitações!

Pois bem.
Depois de algum tempo - épocas de um tempo qualquer -, não restou alternativa plausível, senão acolher minhas fronteiras. Senão declarar, aos quatro cantos de minha imago - e para o desespero de meu ego - que eu sou nada além de uma mente que voa distante, mas não abre os olhos para sair do lugar.

Eu sou hesitante. Temo por cada um dos passos seguintes que darei. E, desta sorte, não me permito, muitas vezes - diversas noites - admirar o nascer do sol. E, em contraponto, crio fissuras que me impossibilitam concretizar qualquer sonho; estabeleço barreiras que me impedem de saborear da delícia de um beijo.

Ao invés de abrir meu peito contra a lua minguante que assiste, imponente e absoluta, ao meu trajeto, eu estabeleço mecanismos de defesa. Aproprio-me de alguma piada de humor questionável; trocadilhos infames. Eu quebro, destarte, com qualquer possibilidade de me entregar.

Todavia, ainda existe um coração que pulsa. Ainda há uma mente que sonha. Uma poesia que se declama.
Para tanto, há esperança. Há um resquício de sorriso - digo, de luz - no término desta madrugada abafada e petrificante. Porque, embora haja um travessão, sim!, entre o desejo e a coragem, há também um abraço - ou uma ponte - que unifica estes dois estreitos.

E, deste sonho de término de noite - de abandono de festa -, ainda vivem marcas do que pode, muito bem, celebrar um sorriso - talvez um amanhecer. Porque, humildemente, eu sou vítima de minhas limitações. E nunca soube, precisamente, vasculhar os porões de minha mente para encontrar as mais adequadas palavras para lhe desejar uma boa noite.

Quem dirá, então, te convidar para tomar um café; conversar no parque; sair à deriva.
Ou, talvez, até a noite acabar.

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