Para o mesmo
disfarce
E tantos mil
rostos
E outras mil
faces.
Já não há mais
razão
Quando se olha, de
perto,
Que, ao invés da multidão,
Há – somente – um
deserto.
O belo luar
ilumina
E parece que
encanta
O desejo fascina
Mas também não
adianta.
E, aos poucos,
Sem – sequer –
percebermos
Sobram – somente –
os loucos
Que já não
reconhecemos.
E a madrugada vai
embora
Sem deixar uma
despedida
E fingimos que é
hora
De seguirmos com a
vida.

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