Era noite adentro –
meu rosto abatido
Meus olhos
fervendo – meu desejo perdido.
Foi quando, assim –
sem pretensão,
E diante de mim –
eu tive uma visão.
Era tão doce e
bela;
Com um rosto de
porcelana
Com picantes tons
de aquarela
De um afável final
de semana.
E era tão linda –
era não fascinante
Que seu sorriso
ainda – se fazia distante.
Mas ela não me
olhou
Eu busquei,
insistentemente
E, daqueles olhos,
o que restou
Foi a lembrança de
um poente.
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