segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Madrugada Abafada

Era noite adentro – meu rosto abatido
Meus olhos fervendo – meu desejo perdido.

Foi quando, assim – sem pretensão,
E diante de mim – eu tive uma visão.

Era tão doce e bela;
Com um rosto de porcelana
Com picantes tons de aquarela
De um afável final de semana.

E era tão linda – era não fascinante
Que seu sorriso ainda – se fazia distante.

Mas ela não me olhou
Eu busquei, insistentemente
E, daqueles olhos, o que restou

Foi a lembrança de um poente.

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