quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Crônica - Quem são os loucos?



Talvez eu seja taxado de louco por escrever isso, talvez eu realmente seja um louco. Mas e se todos nós somos, realmente, loucos?



Em meus primeiros delírios adolescentes eu me perguntava se eu vivia o mesmo mundo da maioria das pessoas. Com o auxilio de mentes adolescentes tão perturbadas quanto a minha e noites em claro, acabei me aprofundando nesse pensamento e cheguei a conclusões nada conclusivas: Talvez eu seja meramente um louco dentre pessoas normais e então minha loucura me faz cegamente crer que eu realmente sou um ser humano tão normal quanto um aluno/jogador de futebol dos romances americanos.



Quando conversei com algumas pessoas sobre essa ideologia, muitas delas concordaram comigo e adicionaram pensamentos similares à minha tese. Uma me falou que talvez possamos estar vivendo um grande sonho em que a morte, na verdade, seria o nosso despertar; outra disse que nossa vida talvez seja algo como a história do filme Matrix e outra disse que talvez sejamos peças de um imenso tabuleiro de xadrez (esse, sinceramente, eu considero um pouco menos provável, mas quem sabe?).



Leonardo Da Vinci, Santos Dumont, Thomas Edison, Albert Einstein... Diga-me, atualmente, esses nomes e eu responderei que são heróis, homens que contribuíram para uma total mudança social para os dias atuais. Contudo, certamente foram vistos muitas vezes como bruxos, loucos, adoradores do demônio entre outros adjetivos nada agradáveis por membros de sua geração. Quantos aos loucos de hoje? Não serão eles, possivelmente, futuros revolucionários evolutivos tratando-se de soluções urgentes para uma melhora incalculável do mundo atual? Não serão esses loucos, pessoas normais vivendo rodeadas de loucos com capacidade de exilá-las e impedí-las de abrir os olhos da humanidade? Ou, simplesmente, um integrante do mundo real no qual estamos ainda “adormecidos”?



Quando ao seu possível pensamento atual, sugiro que pense duas vezes antes de me chamar de louco. E se você for o louco? Já parou para pensar que eu possa ser somente um personagem da sua mente criativa em um mundo onde só você vive ou que eu possa ser um normal dentre bilhões de loucos?



Então, um delírio pessimista: assim como a extensão do universo, a origem da vida e o significado real do amor, tudo que posso fazer é fechar os olhos e crer em algo “normal”, mesmo que isso se trate de acreditar que nascemos do barro soprado por um ser divino, ou me aprofundar cada segundo mais nos corredores empoeirados de minha mente e viajar por um mundo talvez louco, talvez normal. Onde talvez eu possa encontrar as respostas básicas: De onde venho? O que sou? Para onde vou?



A você, leitor, espero não ter confundido muito pensamentos, até então, concretos. Sinceramente, nem sei se devo me desculpar, talvez eu seja um louco e eu nem tenha escrito tais absurdos, ou talvez eu seja um personagem estranho e confuso do seu conto de fadas/ficção científica particular.



Portanto, sugiro um brinde a nós, loucos ou normais. Mesmo que estejamos brindando sozinhos, ainda assim estaremos vivendo e aproveitando a imortal e deliciosa incógnita de sermos, ou não, loucos!

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