sábado, 1 de agosto de 2009

Crônica - Inimigo Batendo à Porta

Pois bem, podemos enfatizar – atualmente – a significativa baixa imunidade de nossa pátria amada, Brasil. Terremotos, furacões, tsunamis,... Tudo isso sempre foi algo distante; que jamais teve o passe liberado nas nossas aduanas brasileiras e que, discriminando a transmissão através de nossos televisores, jamais entrou em nossas casas. Tudo era uma maravilha e o tão temido e pregado por loucos “fim do mundo” não nos passava de ficção; um conto de fadas sem um final feliz. Contudo, eis então que o assassino em série se apresenta em forma não materializada diante de nós. Uma mutação fortalecida de uma, até então, ameaça insignificante. A gripe A – antiga gripe suína.

Dia 18 de março de 2009 foi noticiada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a ocorrência dos primeiros casos dessa gripe no México, pouco tempo depois, nos Estados Unidos da América e, em avanço de poucos meses, já se manifestante em grande parte do território terrestre. Tornando-se, segundo a OMS, uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). À parte, um quadro de conquistas de invejar até mesmo Alexandre, o Grande e um título de ameaça de tornar Jack, o Estripador um subalterno qualquer.

Portanto, não se assustem caso tornar-se constante a existência de pregadores do fim do mundo nas praças públicas e esquinas de nossas vidas. Ainda mais recordando que nosso Brasil só terá as drogas zanamivir e oseltamivir – únicas que mostraram alguma eficácia no combate à doença – a partir de 2010, já que os Países mais ricos e mais rápidos acabaram com o estoque das fábricas.

Não querendo posicionar-me como bicho papão para nenhuma criançinha, mas tal inquilino não convidado está nos rondando e a realidade apresenta e prova que as estatísticas de tal bater nossa porta se revelam muito distantes do significado literal de impossibilidade. Para os filósofos, isso pode vir a ser uma incógnita com simbologia mística. Para os cientistas, uma praga e uma possibilidade de um avanço. E, não deixando de frisar, para os vendedores de caixões, um bilhete de loteria premiado.

Mas e para nós? Qual o real significado dessa gripe; dessa ameaça; dessa bola de neve de um renovado Big Bang? Seria uma pedra em nosso caminho que nos cabe meramente desviar ou um novo aviso de que – talvez – não estejamos percorrendo o rumo certo focado à evolução humana?

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