sábado, 25 de agosto de 2012

Amnésia


Nada mais importa. Afinal, eu sequer sei quem eu sou.
Acordei, esta manhã, sem ideia de que dia era; sem saber quem era aquele que me encarava (entristecido) pelo espelho. E, novamente, procedo desta tola filosofia - a mesma que devo proceder todas as manhãs.

Meus olhos tem o aspecto melacólico de muitos dias que eu não vivi;
Meu corpo esta tomado por marcas de batalhas que eu não travei;
E meus pensamentos seguem estagnados nos mesmos alicerces comprometidos de minha psique.


Do dia de ontem, eu me recordo. Talvez, tenha sido semana passada; ano passado. Eu não me lembro.
Eu era tolo; mas era livre.
E foi quando, ironicamente, parti em busca de conhecimento que o questionamento fez, de mim, o seu escravo.
Quem sabe, se eu tivesse aderido ao sistema e vestido uma face sincera e submissa, eu ainda portasse a dádiva que somente os tolos têm - o auto-conhecimento.


Amanhã, eu tornarei à estes mesmos versos, em uma nova folha em branco.
E repetirei cada uma delas palavras.

Pois nada mais importa. Afinal, eu sequer sei quem eu sou.

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