sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Perdição Total





Quando despertou (finalmente), depois de (imperceptíveis) anos sob um coma profundo, deparou-se com um mundo dominado por distorcidas (patéticas) variações da humanidade que (um dia) presentearam este solo com suas (já esquecidas) poesias.


A riqueza, outrora nas mãos de ícones de gerações, agora (por tremenda infelicidade) era distribuído (igualmente) entre a escória (pútrida) social.
Os valores,
 (os mesmos) que um dia cumpriam seu (louvável) papel frente a demanda pulsional, estavam (sem misericórdia) jogados às traças; sem espaço (algum) no convívio humano.

Vivia-se, como nunca antes se viu, um quadro (deprimente) do apogeu das misérias cognitivas (e, por consequência, morais).

Sua esperança (veja que inocência) seguiu por algumas ruas (por alguns minutos).
(Mas) por fim, serrou os olhos (avisou o abismo) e, naquela generalização da imundícia dos asnos, ele (sem dizer uma palavra) deu meia volta, tornou ao seu berço e (inconformado) antepôs o desejo de jogar-se (novamente) na escuridão de sua catatonia.
No coma (pelo menos) a (pseudo)arte não era renovada à cada nova frustração da poesia.

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