quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Próximo Passo


Percebi (a esta altura do ano) que as projeções (outrora sacrificiais) foram superadas.
Eu cumpri (facilmente) com a meta de leitura de (cem) livros.

Entretanto, deparei-me (melancolicamente) com a nostalgia de (dois graves) tumores a minha cognição:
(Primeiro) o vazio deixado pelo (não) saber da missão cumprida;
E (segundo), agindo como pai deste (severo) desvaneio, a recordação (o recorte) da jornada que tracei e o quanto (deste ano) fui engrandecido (e mortificado). O quanto o mundo aparenta (se faz) mais pesado, sobre meus ombros (sobre meus olhos).
Ao fitar (portanto) os primeiros traços na folha (o primeiro mês do calendário), lembrei-me daquele que fui (agora, amordaçado) e uma lágrima (como muitas outras deixaram de ser) cortou meu olhar; (se apossou de) meu rosto e (se fez concreto em) meu mundo finito.

Deveria seguir adiante (era o caminho). Mais um livro (o 101º) estava diante de mim. Mas (ao contrário da minha meta) este representava a limítrofe para a (derradeira) sabedoria.
Assumindo aquele papel (naquela tragédia shakespeariana), eu estaria abdicando (enfim) daquele jovem (alegre) de feições joviais (e sinceras). Eu nunca mais o veria.

Deveria seguir adiante (era necessário).
(Afinal) meu amparo (ainda que incompleto) jamais encontrei nos sorrisos, mas na (beleza da) razão.
Abri o livro.    

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