quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A Promessa de Uma Poesia

O que foi aquilo? Um olhar repentino; uma noite que se esvaia; um ideal de menino ou uma promessa de poesia?

Recordo daquele sorriso; que cortava, feito navalha. Recordo de um fragmento de paraíso; de um encanto tão preciso, se a memória não me falha.

E, entre caras de "muy Borrachos e Loucos", o teu grito abafado, e meu suspiro levemente rouco; eu me senti hesitante - por um instante - quando estive ao teu lado.

Porque, em cada um dos seus olhares - que eu imaginei ter avistado milhares; e em cada um dos seus dizeres - que inundavam pensamentos com saberes, eu me percebi neste recanto; neste misto de delírio com encanto; que presentou o jardim com um lírio e renovou, nos pássaros, seu canto.

E, em contrapartida, seu rosto delineado; seu sorriso leve e acuado; houve um vento que elucida, e disse, ao meu ouvido calado; como uma batida, que você estava ao meu lado. Para tanto, neste delírio; este encanto, te avistar foi mais que promessa; foi um anelo que não cessa.
E foi além do desejo; do teu toque e do teu beijo. Foi muito além do prazer; de uma noite para se esquecer. Foi a ausência de deveres e dizeres; como palavra que desliza, mas sem simpatia; um olhar que não frisa, mas ameaça uma noite nada fria.

E uma lembrança que se eterniza, muito além da poesia.

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