
Abraço de bom grado um término de tarde em um silêncio breve e despretensioso aos redemoinhos de estrelas diante as vitrines. E à proeza da mais nobre casualidade poética, como a única consegue estrelar. Destarte, meus olhos afogaram-me aos seus, por um breve comercial de existência. Pois, meus caros, a tormenta de meus exércitos em monólogos estava a vestir fardas quando ela presenteou os últimos acordes do dia, tal qual um ás abotoado ao paletó, com um sorriso.
Entorpecido a profetizar majestade tamanha às tábuas dos porões divinos de minha subjetividade, mas ilhado à camisa de força de meus alicerces sociais, estagnei ao verso impróprio; decorando de futilidades todo o alheio à dama de ferro que me aprisionava, para banalizar, à plena insanidade, seu feitiço. Dominei a essência, retocando protocolos básicos e diplomáticos de autocontrole para sustento, ao tom que permaneci à sombra das coxias.
Mas sua presença persistia. Seu sorriso, planteando de loucura a palidez de minha face desnorteada, tão intensa como uma tempestade de areia às miragens do deserto árido e fulminante.
Nada a ser feito; nada casual. Fiz de mim o culpado de meu próprio arsenal de contratos, trazendo à tona a vulnerabilidade que o vislumbre me impregnou. Pois, então, a lucidez de seu sorriso se fez o espelho à insanidade de meus pensamentos. Tarde demais.
Você despistava, sobre sorriso constante, as margens de minha rendição. Seguiria, assim, por nada salientar, em silêncio de incontáveis serenatas ao deixar-te partir. E você, então, a levar as cordas de meu dedilhado enquanto eu, em êxodo prologado de sua apresentação, levito minhas fragmentadas memórias à base do jasmim de papel laminado que fiz esperando o dia tornar ao trono em seu apogeu de incertezas e infinidades. Talvez, consigo, traga o sorriso que sorvi; que se despediu deixando um rastro de um suave perfume, somente, mas em mim se fez parasita ao som ambiente de uma inquietude mental.
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