terça-feira, 22 de outubro de 2013

Cada Pedaço de Mim

Eu sou assim.
Um pouco complicado - admito.
Mais perturbado e instável do que a maioria, daqueles que me rodeiam. E isso, de maneira alguma, eu nego. Podem me titular por insano; inadequado; imprudente; suicida.
Chamem o diabo pelo nome que vocês bem entenderem!

Eu sou assim.
Meio desastrado - meio irreal.
Mas, (in)felizmente, eu não me contento com promessas. Eu não me satisfaço com desejos que não assumem o plano real.
Eu quero - e exijo - cada detalhe de expressividade e desejo que o mundo pode - e deve - me oferecer. Eu quero, da mesma sorte, sorver de cada pedacinho deste mar aconchegante e deste corrosivo deserto.

Eu sou assim.
Já joguei fora mapas que traçavam o caminho das pedras. Já guardei, a sete chaves, uma pena manchada de tinta. Eu já adormeci ao lado de uma realidade, jurando ser somente um sonho e, por fim, já amanheci, tendo perdido meu grande amor.

Eu sou tudo isso e, como tudo, sou - especialmente - o nada.
Mas não me importo. Porque não me sacio com sonhos quebrados; com esquinas esquecidas; com desejos mentirosos.

Portanto, se quiser me acompanhar, você é bem-vindo.
Mas não se iluda. A qualquer momento, eu posso abrir mão desse caminho. Desistir de você. Esquecer de mim.

Afinal, o mundo também é finito demais para todos os meus sonhos.

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