Há tanta dor;
Tanto espanto
Há tanto amor
Neste meu pranto.
Há tanto de mim
Neste grito suicida
Por não haver fim
Nesta clemência pela vida.
Há tanto desejo;
Tanto tesão
Neste segundo de beijo
Deste eterno coração.
Há tanto riso
Que não há cura
É quase um vício
Esta loucura.
Há tanta ânsia;
Tanto pesar
Nesta distância
Que vivo a sonhar.
Na sua realeza
Há tanta magia;
Na sua beleza
Tanta alegria.
Que tanto vivo a escravidão;
Vivo tanta dor
Nestes resquícios de paixão
Com estes restos de amor.
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