segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A Face e A Percepção




Estagnado;

Preso sob a perversa face da coerência.

Enquanto o brilho de sua recordação quase que distante

Evoca o travessão dentre a realidade e a percepção.


Leviano;

Moldado às pressas com o restante da matéria prima

E submisso à refração de sua imagem;

Como se o silêncio fosse representante presente do descaso.


Não menos que racional;

Não mais que necessário.


Ou acredita, realmente,

Que a matéria se expressava de forma singela?

Que o sarcasmo instruía a tranqüilidade?

E que a clareza fosse fato consumado?


Não, minha cara residente mental.

Mesmo que muito tenha sido realizado,

Pouco tenha sido dito

E nada tenha sido declarado;

A realidade foi distorcida

E, por fim, saiba:


Também sofri e fui ferido

Como se fosse além do imaginável

Saiba: eu também perdi.

Um comentário:

  1. Caraca! Muito bom!
    Essa idéia maluca do "Também sofri e fui ferido", me questiono do porque então se reproduz o sistema?
    Parabéns, baita texto!
    Um beijo!

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